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Eu Apoio A Produção Nacional pretende aproximar grandes e pequenos produtores do público português, ao mesmo tempo que reverte 10% do valor das suas vendas para os hospitais públicos de Santa Maria, em Lisboa, e do São João, no Porto.

A plataforma foi lançada a 20 de abril e, até agora, reuniu cerca de 50 produtores nacionais de áreas tão diversas como a joalharia, o calçado, a decoração, o vinho, as cervejas, os azeites ou os queijos.

“Todos os dias recebemos novos contactos”, garantem Isabel Jorge de Carvalho e Isaura Costa de Andrade, da agência de comunicação Global Press, mentora da iniciativa Eu Apoio A Produção Nacional, para a qual os únicos critérios de adesão são ter uma loja online e ser um produtor português.

O projeto, mais do que ter criado um Marketplace onde várias marcas encontram espaço para divulgar as suas ofertas junto dos consumidores, contornando assim a queda nos canais de distribuição, explica Isabel, tem um cariz solidário, ao reverter 10% das vendas de artigos selecionados para os Hospitais de Santa Maria, em Lisboa, e São João, no Porto.

“A doação é feita por cada produtor e nós apoiamos diretamente com estratégias de comunicação que envolvem assessoria, marketing de influência e marketing digital – siteFacebook e Instagram. Quando fecharmos o primeiro mês, vamos fazer o nosso balanço”.

Entre os produtores envolvidos, há alguns que optaram por associar todo o seu stock online à iniciativa, como a marca de roupa interior Impetus, outros que resolveram criar cabazes especiais, como a Oliveira da Serra com a sua seleção de três azeites virgens (€20,99), ou a Licor Beirão, que apresenta o pack Beirão d’Honra, composto por uma garrafa de Beirão d’Honra e por um frasco com 15 chocolates recheados com Licor Beirão (€25), e produtores que preferiram associar produtos específicos do seu catálogo, de que é exemplo a José Maria da Fonseca.

“Dissemos imediatamente que sim”, afirma António Maria Soares Franco sobre o desafio lançado pela Global Press à marca histórica da região de Setúbal para ser um dos parceiros envolvidos no Eu Apoio A Produção Nacional. A Periquita, em toda a sua gama – Tinto, Branco, Rosé (€4,99), Reserva (€8,99) e Superyor (€39,99) – foi a referência escolhida para esta causa, pela sua forte notoriedade nacional, justifica o administrador e vice-presidente da empresa, que viu as suas vendas online “multiplicarem por dez” desde que a pandemia chegou a Portugal.

“É um sinal de mudança no comportamento do mercado que tem ajudado a mitigar o impacto nas vendas da restauração, que sempre foi um sector estratégico para a José Maria da Fonseca (o sector representa 45% das vendas da marca no mercado nacional).     

Já Joana Mota Capitão confessa que as vendas online não são significativas no seu negócio e, por isso mesmo, a designer de jóias optou por alargar a campanha às compras feitas em atelier. “Tive uma venda no site e mais quatro vendas no atelier. As pessoas gostam de ver as peças presencialmente, de as experimentar, o que é natural. São jóias trabalhadas à mão, não são peças de cinco ou dez euros”.

Pulseiras, brincos, botões de punho, colares ou anéis, feitos em prata e ouro, inspirados em elementos orgânicos e geométricos, marcam a linguagem e a oferta de Joana Mota Capitão, um dos nomes que representa a nova vaga de joalheiros nacionais, sector que foi globalmente afetado pela pandemia.

Segundo um inquérito divulgado a 6 de maio pela Associação de Ourivesaria e Relojoaria de Portugal (AORP), 93% das empresas inquiridas afirmou que a sua atividade foi afetada de forma extremamente grave, com perdas superiores a 50%, devido a cancelamento de encomendas, stocks parados por falta de certificação, quebra na procura, problemas logísticos na cadeia de abastecimento e interrupções nas linhas de produção.

“Sinceramente, notei um pequeno abrandamento, porque as pessoas se retraíram”, comenta Joana Mota Capitão, embora as encomendas personalizadas, “que não deixaram de ser procuradas”, lhe garantam uma certa estabilidade. “Estive quase dois meses sem conseguir fazer grande coisa, mas agora retomei a atividade com maior frequência”.

Sogrape, com uma seleção de vinhos de diferentes regiões, os chocolates Arcádia, a marca premium de decoração Topázio, através da jarra Padaung (€159) ou da moldura Plain (€175), a cervejaria Sovina, com o seu pack de 12 IPAs de 33 cl (€36) ou a também artesanal Letra, que incentiva os clientes a associarem o código “CONSUMIRPORTUGUES” nas compras de 12 ou mais unidades da sua gama de cervejas, são algumas das marcas que já aderiram ao projeto Eu Apoio a Produção Nacional que, segundo Isabel e Isaura, será prolongado até ao final de Junho.

“Achamos que vale a pena face às necessidades dos hospitais.” Posteriormente, a iniciativa manter-se-á, mas com outro desígnio solidário: “talvez nos associemos a algumas associações e instituições, ainda estamos a estudar o melhor formato.”

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